parte 3

NOÇÕES ASTROLÓGICAS

parte 3

NOÇÕES ASTROLÓGICAS

Uma proposta para a interpretação astrológica

Seguindo o raciocínio de tudo o que foi exposto, deduzimos que uma possível leitura do mapa astrológico natal seria composta então de duas estruturas que se relacionariam e se interpenetrariam:

as perspectivas e os pontos-de-vista fundamentais que o indivíduo nutre, ao longo de toda a sua existência, sobre o que o cerca - representado pelas chamadas Casa Zodiacais;

a maneira como o indivíduo apreende e se coloca perante tais pontos-de-vista - representado pelos chamados Astros Celestes.

Somente para dar uma idéia longínqua do que poderia ser uma aplicação dessa astrologia, damos o exemplo de um ser humano cujas exigências de integração da sua individualidade seriam expressas por :

a.

Sol na Casa X (intuição topológica ou sociológica ) = uma percepção imediata do momento sócio-político pelo qual o seu lugar está passando, isto é, das exigências e pressões sociais, dos poderes existentes, dos deveres e das responsabilidades que emanam da posição que cada um toma dentro do grupo e da posição que deve tomar para fazer frente a estas circunstâncias e não sucumbir a elas;

b.

Saturno na Casa IX ( razão ética ou legal ) = uma necessidade de compreender profundamente as regras e leis com as quais o ser humano se certifica daquilo que seja certo, correto e verdadeiro, descobrindo inclusive certos princípios que valham igualmente para todos e que possam dar uma medida sobre a conduta mais correta a tomar;

c.

Júpiter na Casa I ( vontade personal ou arrojada ) = uma vontade suprema de se fazer respeitado e de mostrar quem julga ser, arrogando e tomando as coisas para si e impondo o seu estilo, a sua presença, de modo que a sua imagem seja impactante;

d.

Marte na Casa XI ( estimativa estratégica ) = uma vontade instintiva de se projetar para adiante e de jamais ficar para trás no curso da história, nutrindo um faro absurdo para detectar situações que possam ameaçar o seu futuro e o seu projeto e também de situações que possam colocá-lo numa posição de popularidade;

e.

Vênus na Casa VIII ( imaginação emergencial ) = uma imaginação que vislumbra alternativas e soluções para o caso da situação se apertar e que também descortina o que poderia acontecer e como as coisas se processariam caso a situação chegasse a um limite;

f.

Lua na Casa III ( sentimento comunicativo) = uma necessidade vital de concatenar as próprias idéias bem como de vê-las amadurecendo, precisando - para isto - de um ambiente onde possa refletir e conversar quando assim o desejar.

E - de fato - esse ser humano foi:

a.

o governante mais poderoso do seu tempo e um dos mais poderosos de todos os tempos, se mostrando extremamente ambicioso e enfeitiçado pelo poder;

b.

um gênio da jurisprudência, embora não tivesse estudado Leis na universidade;

c.

um homem que jamais discutiu a possibilidade de fazer as coisas de uma outra maneira visto que fazia as coisas do seu jeito e a seu modo, conseguindo tudo por iniciativa própria, contando apenas com sua auto-confiança e não com a proteção de ninguém, sendo levado - boa parte das vezes - por uma irresistível tendência ao exagero;

d.

alguém que sempre deixava a entender que, um dia, no futuro, ouviriam falar de sua pessoa;

e.

um grande militar e, ao mesmo tempo, um político capaz de improvisar as soluções mais inesperadas, que parecia já saber de antemão como reagir às situações;

f.

um homem que vivia cercado de sábios e que, mesmo nos instantes mais difíceis, buscava neles um estímulo intelectual.

Este homem foi NAPOLEÃO BONAPARTE.