EDIL CARVALHO
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ASTROLOGIA - SUA PRÁTICA E SUA TEORIA
A teoria astrológica: o grande impasse
Alta Igreja da Ciência Moderna também não se mostrou, em sua maior parte, menos relutante em examinar a strologia é, de acordo com o modelo apresentado, impossível. Por isso, aqueles que afirmam o contrário ou pretendem ter evidências são ou iludidos ou deliberados charlatães que não podem ter lugar em uma sociedade inteligente. Em face de tal tabu, somente os cientistas corajosos é que ainda estão dispostos a levar em consideração a evidência da astrologia, e só os mais valentes estão prontos a dedicar suas energias criativas e reputações na exploração desta ciência proscrita (...) de olhar além da evidência e formular uma teoria realista, rigorosamente elaborada, sobre o modo como a astrologia poderia funcionar. Este processo de busca por conexões causais e de elaboração e teste de teorias que responderão pelos fatos sempre foi a mola mestra da ciência. Como John Addey disse muitas vezes, a astrologia só pode ser beneficiada se as normas da ciência forem seguidas com o máximo rigor possível. (...) É um degrau essencial no processo de restabelecimento deste antiga disciplina a seu lugar de direito entre a fraternidade das ciências. Qual deveria ser exatamente este lugar ainda está sujeito a conjecturas, mas ninguém com mentalidade tolerante pode ter qualquer dúvida de que a dimensão científica da astrologia desafiará gradativamente nosso conceito sobre a relação do homem com o cosmo.
Charles Harvey
A situação da disciplina astrológica
é bastante curiosa: temos um prática
rica e milenar que proporcionou uma
infinidade de técnicas e de utilizações
mas, independentemente desta riqueza
e fartura, não temos um corpo teórico
único e coeso que consiga fundamentar
toda esta imensa diversidade com clareza
e precisão, e isto de um modo que ela
se torne compreensível para a sociedade.
Em resumo: temos muita prática e muita
técnica – mas não temos, na mesma medida,
um avanço tão rico e grandioso na esfera
teórica. É só verificar o número de
trabalhos teóricos que existe e que
foi formalmente escrito sobre o assunto
e a enormidade de livros sobre técnicas
e regras de interpretação astrológica
para constatar que a desproporção é
enorme.
Esta situação, a princípio excêntrica,
na realidade é bastante natural quando
vista pela ótica da Gnosiologia ou da
Teoria do Conhecimento: afinal, todo
o conhecimento começa por uma percepção
original, acompanhada ou não de uma
prática, e se desenvolve e evolui até
descortinar os princípios gerais em
que se baseia. Em suma: a teoria e as
regras gerais são parte de um estágio
último que o conhecimento tende e procura
alcançar, por mais que sejam desde o
seu início desejadas e desejáveis, sendo
este o estágio do conhecimento chamado
de sofisticado, em contraponto ao conhecimento
em sua fase preliminar e original, chamado
de ingênuo.
Esta observação de Jean Piaget (1960) [1]
atesta a possibilidade de que uma determinada
ordem de conhecimentos seja simultaneamente
rica na sua prática e pobre a nível
de teórico, sem que esta situação possa
contestar a sua legitimidade e valia.
Aliás, é exatamente esta a situação
que ocorre com a Astrologia: temos uma
riqueza clínica e uma diversidade técnica
que se confirma entre as quatro paredes
de nossos consultórios e que se avoluma
ao longo de uma prática que se exercita
durante o nosso dia-a-dia. Este conhecimento
rico, de natureza propriamente empírica,
é incontestável: só nós e nossos clientes
sabemos do peso e do valor do trabalho
realizado, e da experiência que se testemunha
por ambas as partes como uma experiência
única e valorosíssima.
Nenhum astrólogo diria o contrário –
e nem um cliente que tivesse sido bem
atendido por um astrólogo competente.
O problema, então não se revela e aparece
na esfera clínica, a não ser que o trabalho
tivesse sido mal realizado por um mau
astrólogo. Supondo, então, que toda
a imensa maioria dos astrólogos esteja
preparada para exercer de forma competente
a disciplina, nenhum problema deveria
aparecer para justificar a sua péssima
imagem pública e, desse modo, o conhecimento
astrológico seria considerado de qualidade
e legítimo. No entanto, não é isto que
acontece. E por quê?
Porque, quando saímos da esfera clínica
e passamos para a esfera pública e temos
que atestar a validade e a fundamentação
dos nossos conhecimentos, a nossa reputação
estremece. Afinal, quem não conhece
ou nunca ouviu falar daquele famoso
astrólogo que teve uma oportunidade
única de ficar sob o holofote da mídia
mas que, cedendo a perguntas imbecis
ou então simplesmente tentando fundamentar
a validade da sua disciplina, acabou
falando as maiores bobagens e infantilidades
históricas ou psicológicas aos ouvidos
da sociedade?
Por isto, uma das coisas de que nós,
astrólogos, devemos nos conscientizar
é da diferença existente entre o nível
de discurso que praticamos e que é exigido
em atividade clínica e o nível de discurso
que deveríamos usar em público e que
é exigido normalmente pelas instituições:
o discurso teórico. Vejam só:
O discurso clínico é eminentemente
pessoal, individual, visto que tenta
abarcar a singularidade da pessoa
que se posta a nossa frente, de modo
que todo o foco de nossa atenção está
voltado para este, exigindo pois do
profissional a habilidade de traduzir
e aplicar todo um conjunto de regras
gerais naquele caso em particular,
contando pois até com um certo improviso
e com certos imprevistos que surgem
naquele momento específico e que tem,
por ser particular e único, variações
específicas que só dizem respeito
a esta situação e a nenhuma outra
mais, se prestando e se dirigindo
assim àquele atendimento dado àquela
pessoa e revelando a esfera do privado;
O discurso teórico é eminentemente
impessoal e geral, visto que tenta
abarcar a singularidade de todos os
casos particulares e traduzi-los por
regras gerais que expressem a universalidade
do fato ou do fenômeno, exigindo pois
do profissional uma habilidade teorética
ou abstrativa, isto é, a habilidade
de deduzir toda uma série de princípios
de dentro do próprios fenômenos e
de expressá-los por condições constantes
e precisas, se referindo pois ao fenômeno
em toda a sua generalidade e não por
suas variações múltiplas, sempre se
reportando a um certo grau de universalidade
de que as instituições necessitam
e exigem para validar tal conhecimento,
sendo pois o discurso que se presta
e se dirige mais propriamente à esfera pública.
Se
tivéssemos uma idéia desta diferença,
isto é, do discurso que é mais adequado
para a esfera do privado e do discurso
que é mais adequado para a esfera pública,
muito provavelmente nos prepararíamos
para discursar diante da sociedade –
o que exigiria de nós uma preparação
completamente nova visto que ela não
seja uma preparação prática, mas teórica.
A defasagem astrológica é teórica, e
é ela que se revela frente a experiência
pública, por mais que o nosso discurso
encontre grande validade dentro da esfera
clínica e privada – excluindo, é claro,
a possibilidade de que haja uma parcela
de profissionais agindo de maneira incompetente
ao exercer seu conhecimento.
A saída para os impasses que se abatem
sobre a área astrológica é eminentemente
teórica pois é aí, a meu ver, que os
problemas se apresentam e se avolumam,
como um imensa bola de barbante cuja
ponta já não conseguimos mais distinguir
e encontrar, sendo este o problema fundamental
que se deve resolver e que, sendo resolvido,
desembaraçaria todo o restante da bola
de impasses que nós mesmos ajudamos
a criar.
Aliás, pela análise da Teoria do Conhecimento
e da Filosofia das Ciências, este é
um impasse natural (natural, vocês acreditam?!)
que se coloca para cada disciplina,
para cada forma de conhecimento, e que
cada uma – um dia – terá que encarar
e resolver, sob o preço de nunca se
desenvolver e de se manter num estágio
de extrema ingenuidade. A Astrologia,
mesmo tendo a sua natureza própria,
não poderia se furtar a estas exigências,
visto serem estas exigências inerentes
à própria experiência do conhecimento.
É claro que toda esta análise e discussão
acaba atestando uma outra situação que
não gostaríamos de enxergar ou admitir:
que o conhecimento astrológico não tenha
se desenvolvido a ponto de adquirir
um grau de sofisticação mínimo e provar
sua maturidade, e que ele se encontra
ainda em estágio de ingenuidade, por
mais rico que seja o seu conteúdo. Aliás,
é exatamente este conteúdo que precisa
ser organizado de maneira crítica e
sistemática, permitindo que o conhecimento
cresça e evolua e saia daquele estágio
ancorado exclusivamente na experiência
clínica e na opinião pessoal. É este
o futuro de todo e qualquer conhecimento
e, a meu ver, o único futuro possível
para a Astrologia.
Para ilustrar esta situação, retomemos
Piaget, para quem as duas tendências
mais naturais do pensamento são:
1)
a de nos aceitarmos como centro do
mundo;
2) a de convertermos em normas
universais as regras ou mesmo os hábitos
de nossa conduta.
Estas
duas tendências se mostrariam presentes
e espontâneas nos estágios iniciais
do desenvolvimento intelectual do indivíduo
e seriam características do conhecimento
ingênuo. Precisamente estas tendências
seriam submetidas a um processo de transformação
quando se partisse à construção de modelos
mais sofisticados, tais como o são os
conhecimentos de tipo científico. Tal
transformação, no entanto, só ocorreria
quando o indivíduo passasse para a fase
da comparação, ou seja, quando passasse
a comparar sua própria experiência com
a experiência alheia, esperando encontrar
por este processo um denominador comum
que explicasse e respondesse por experiências
tão diversas.
Este processo de comparação supõe toda
uma sistematização e não apenas o acumulo
aditivo de informações. Conforme observa
Piaget, a primeira condição para que
se proceda à sistematização é uma transformação
realizada dentro da própria cabeça do
sujeito, em sua mente, e que reflete
a passagem de um ponto de vista individual
para um ponto de vista mais abrangente
e que ele designa como a passagem do
plano individual para o epistêmico,
sendo este plano epistêmico um plano
que representa e responde por uma abordagem
superior que pode ser dada aos fatos,
eliminando todas as limitações e más
interpretações que haviam anteriormente,
quando o conhecimento ainda se mantinha
em seu estágio ingênuo – típico do indivíduo
preso a própria ótica, que não procura
enquadrar o seu caso e sua experiência
particular dentro de regras gerais,
que poderiam inclusive ser vislumbradas
através da comparação com outros casos,
sejam, estes, casos que confirmem ou
contestem as próprias opiniões.
Se pararmos para pensar novamente sobre
as observações de Piaget, e se analisarmos
o estado do conhecimento astrológico
por esta perspectiva, não concluiríamos
que o seu estado é ainda de extrema
ingenuidade, sendo este fundamentalmente
o fator que deveríamos estar enfrentando?
Não seria pois esta a nossa mais importante
tarefa: organizar o conhecimento astrológico
de uma maneira crítica e sistemática,
elevando o nível do nosso conhecimento
ao status de teoria?
Bem: para quem acredita e pensa que
a Astrologia já tenha uma teoria coerente
e nítida, é claro que não. No entanto,
se colocarmos esta teoria astrológica
sob o enfoque das exigências de tudo
aquilo que possa ser considerado uma
teoria, veríamos que sim. E por quê?
Por que a teoria implica necessariamente:
1)
na delimitação do campo de investigação
do fato ou do fenômeno;
2) no estabelecimento de métodos
e critérios para a realização desta
investigação, isto é, de uma metodologia;
3) no estabelecimento de conceitos
claros e unívocos, sem marcas de ambigüidade;
4) numa reavaliação crítica
e periódica dos progressos obtidos,
com a conseqüente reformulação de
conceitos, princípios, hipóteses e
premissas originais caso se faça necessária,
distinguindo, dentro do campo de investigação,
as hipóteses verdadeiras, prováveis,
duvidosas e equivocadas.
A
teoria deve ter ainda o máximo de unidade
lógica em todos os seus níveis e estágios.
Deve esforçar-se para constituir um
corpo único e coerente, onde conceitos,
princípios, métodos, critérios e resultados
estejam sempre referindo-se uns aos
outros, sustentando-se mutuamente e
excluindo toda contradição. Por isso,
a unidade lógica do conjunto é de suma
importância. Mas ela não é só uma unidade
interna, mas externa também pois precisa
se reportar e se referir ao mundo real,
devendo ser coerente com os fatos ou
fenômenos que a sustentam. Isto é assim
não porque eu queira ou porque alguns
filósofos ou cientistas o querem – mas
porque é assim que as coisas se processam
e acontecem a qualquer forma de conhecimento
em seus estágios de evolução
[2].
Por isto, uma rápida espiadela na Teoria
do Conhecimento e na Filosofia das Ciências
já é suficiente para medirmos o quanto
nós, astrólogos, temos uma disciplina
extremamente pobre do ponto de vista
teórico. Aliás, mesmo supondo que tivéssemos
uma teoria extremamente rica, esta teoria
deveria se entrelaçar e se auto-sustentar
com disciplinas correlatas, a saber,
psicologia, cosmologia, antropologia
e etc, de modo que o conhecimento de
uma se confirmasse pelo conhecimento
das outras e vice-versa: mas não é isto
o que acontece. Afinal, o conhecimento
astrológico, no nível de abordagem em
que se encontra, ou é contradito por
estas disciplinas ou então sequer dialoga
com elas – o que acaba contribuindo
para colocá-la cada vez mais numa posição
de extrema marginalidade. Devemos reconhecer
que a Astrologia é e sempre foi um conhecimento
como qualquer outro [3]
e que por isso deve ser tratada como
tal, sob pena de se enclausurar em si
mesma num sistema absolutamente fechado,
criptografado e incompreensível. Neste
sentido, o diálogo com outras disciplinas
– o que é chamado de interdisciplinariedade
– poderia ser uma de suas soluções e
saídas.
No entanto, não pensem que esta é uma
situação única e exclusiva da disciplina
astrológica. Há outras formas de conhecimentos,
inclusive mais novas e recentes, que
se encontram ainda numa situação teoricamente
complicada, demonstrando não terem atingido
ainda o grau de sofisticação e sistematização
necessário que daria a elas o título
pleno de científicas. Uma dessas disciplinas
seria a própria psicologia, visto que
seu objeto de estudo – chamado de psique
– é definido de maneiras diferentes
por seus diversos estudiosos e pesquisadores,
demonstrando o quanto este conceito
é ainda impreciso e ambíguo. Mas as
críticas à psicologia não param por
aí. Georges Canguilhem (1970) [4], grande historiador
das ciências, e que realizou um dos
mais sofisticados esforços para sistematizar
e periodizar a história da psicologia,
propôs contundentes objeções à cientificidade
da mesma, afirmando que de muitos trabalhos
que pretendem exprimi-la retira-se a
impressão de que resultam de:
1)
Uma filosofia sem rigor;
2) Uma ética sem exigências;
3) Uma medicina sem controle.
Ele ainda acrescenta que, diante da
dificuldade de estruturar tal conhecimento,
visto a dispersão e a variedade dos
resultados obtidos, surge uma outra
conseqüência grave: a impossibilidade
de se caracterizar a especificidade
do próprio psicólogo enquanto profissional,
que acaba se amparando na eficácia da
técnica por ele utilizada – discutível,
contudo, pelo fato de não estar fundamentada
e inserida dentro de um corpo de conhecimentos
que demonstre claramente o âmbito e
o limite em que ela se torna válida
e aonde pode ser aplicada.
Não poderíamos, pois, dizer o mesmo
da Astrologia, ou melhor, do estado
em que este conhecimento se encontra?
Não poderíamos também dizer o mesmo
da prática astrológica atual, da atitude
do astrólogo como profissional que defende
o seu conhecimento se amparando numa
legítima conduta ética, muito embora
este conhecimento sequer tenha se arranjado
de maneira clara e nítida, isto é, sequer
tenha sido exposto por conceitos unívocos,
sequer tenha definido o seu objeto e
os seus limites - que curiosamente são
as exigências de um conhecimento sofisticado
? Afinal, o estado em que o conhecimento
astrológico se encontra é ou não de
alguma ingenuidade?
Amparado por todas estas análises e
observações colocadas por conhecimentos
tão importantes como o são a Teoria
do Conhecimento, a Filosofia das Ciências
e a Psicologia Cognitiva, sou obrigado
a concluir que sim: o estado em que
o conhecimento astrológico se encontra
– e o nível dos debates travados em
torno do tema – são ingênuos, sim. Isto
coloca nós, astrólogos, diante de uma
missão que me parece única: a organização
crítica e sistemática de todo e qualquer
conhecimento de conteúdo astrológico,
dialogando inclusive com outras disciplinas
correlatas e elevando, assim, o nível
teórico e o nível do debate sobre o
tema, conquistando enfim uma respeitabilidade
diante da sociedade jamais alcançada
e vista.
Esta é, ademais, uma das advertências
que podemos deduzir das palavras de
um grande estudioso da alma humana que
tanto nós, astrólogos, admiramos: Jung.
Ele disse [5]:
“ Aos meus olhos, cada novo caso quase que consiste em uma nova teoria, e não estou convencido da invalidade deste ponto de vista, particularmente quando se considera a extrema juventude da psicologia que, segundo sinto, ainda não saiu do berço. Consequentemente, acredito que o tempo das grandes teorias gerais até agora não amadureceu. Parece-me, as vezes, que a psicologia ainda não compreendeu nem a proporção gigantesca da sua missão, nem a perplexidade e desanimadora complicação da natureza do seu tema central: a própria psique. É como se mal estivéssemos acordado para esta realidade: que o seu objeto de observação é, ao mesmo tempo, o seu sujeito. A ameaça de cair num círculo tão espetacularmente vicioso tem me levado a um extremo de relativismo e cuidado, quase sempre incompreendido”.
Que as suas palavras possam continuar servindo para a nossa orientação.
Edil Carvalho
17/02/2002
NOTAS:
[1] A SITUAÇÃO DAS CIÊNCIAS
DO HOMEM NO SISTEMA DAS CIÊNCIAS, de Jean
Piaget – Ed Bertrand – Portugal – 1988
+ NATURALEZA Y MÉTODOS DE LA EPISTEMOLOGÍA,
do mesmo autor – Ed. Proteo, 1970
[2] Gilles-Gaston Granger,
in A CIÊNCIA E AS CIÊNCIAS, Ed. Unesp,
1994 + INTRODUÇÃO HISTÓRICA A FILOSOFIA
DA CIÊNCIA, de John Losee – Ed Itatiaia
- 1979
[3] vide a Astrologia no
contexto das Artes Liberais, que vigorou
praticamente – na sua forma mais arranjada
- desde o século VI até o século XIII,
e que se compunha de Gramática, Retórica,
Lógica, Aritmética, Geometria, Música
e, enfim, Astrologia, sendo este o corpus
pedagógico da época.
[4] ÉTUDES D’HISTOIRE ET
DE PHILOSOPHIE DES SCIENCES, de G. Canguilhem
– Ed, J. Vrin – Paris - 1970
[5]
página 3, in FUNDAMENTOS DE PSICOLOGIA
ANALÍTICA, Ed Vozes, 1987