APLICAÇÃO DAS (DOS) MANDALAS

É interessante notar que a palavra mandala, do modo como a escrevemos no ocidente, tem relação com o número um na numerologia pitagórica (4 + 1 + 5 + 4 + 1 + 3 + 1 = 19 = 1 + 9 = 10 = 1). O um remete ao Uno, à perfeição, à unidade, à individualidade, à concentração de energia em um ponto único e central: a essência do ser. Tudo tem sua origem no centro, tudo se desenvolve de dentro para fora e, da mesma forma que a fruta encerra em seu interior a semente com potencial para uma nova árvore, há no centro de cada ser humano a semente para um novo homem.

Trabalhar com a mandala é trabalhar em busca desse centro, é ir de encontro às próprias origens e tocar no sagrado interno; e esta não é tarefa fácil, pois os caminhos são tortuosos e existem falsos centros a causar confusões, desacertos e desencantos. O melhor guia para essa jornada é o desejo puro da alma, que uma vez compreendido guia o homem por seu labirinto de desejos e frustrações.

O pintor reproduz seus sentimentos em forma de imagens e cores, o músico na forma de sons, o poeta na forma de versos, o dançarino na forma de movimento. Tudo o que é criado contém o sentimento mais puro e essencial de seu criador. Também é a criação da mandala uma forma de expressão dos sentimentos e motivações interiores, conscientes ou inconscientes. Criar uma mandala é exteriorizar uma parte de si mesmo. Por isso, gosto de pensar nas mandalas como sendo uma das várias formas de linguagem da alma.

Há diversos tipos de trabalhos com as mandalas, mas talvez o mais profícuo seja o de criá-las. O ato de criar traz mais confiança e segurança em si próprio. Não coloco aqui as tais habilidades artísticas, que muitos dizem não ter e realmente não são imprescindíveis; destaco a importância de deixar fluir no papel, sem censura alguma, a voz colorida da alma.

Um exemplo de trabalho com as mandalas:

No momento em que você deseja ardentemente a tranqüilidade, nada melhor do que sentar-se (tranquilamente) e criar ou colorir uma mandala. O resultado será uma imagem que reflete exatamente a sua necessidade, quer você a compreenda ou não, e que poderá ser utilizada como em um tratamento do tipo "semelhante cura semelhante" - sempre que sentir necessidade de desestressar, contemple sua criação por alguns minutos. O mesmo procedimento é válido para todos os tipos de necessidade interna: deixar mágoas para trás, conseguir mais ânimo, acalmar a mente, etc... Precisa de energia para realizar alguma coisa? Crie a sua mandala, sem pensar no "como devo eu fazê-la?". Deixe esse trabalho para o inconsciente. Apenas solte-se e deixe fluir. Não é preciso ser nenhum artista para obter resultados positivos.

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