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bhavana

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Simples mas não fácil

Estarmos prontos para ouvir a própria voz, o coração, a respiração... estar presente sem ter que ir a lugar nenhum ou fazer nada diferente... Esse estado de atenção plena exige trabalho árduo, requer um cultivo regular, o esforço e a diligência de olhar profundamente os momentos presentes, não importando o que eles contenham, nem o que possa acontecer. Isso ajuda-nos a acordar do sono do automatismo e da inconsciência, facilitando o acesso ao nosso potencial consciente e inconsciente. Explorando esse território sistematicamente, aprendemos a contrabalançar nossa orientação cultural pelo controle e dominação da vida; investigando nossa natureza e a natureza da nossa mente, podemos nos tornar capazes de vibrar com mais satisfação, harmonia e sabedoria, colocando a atenção de um jeito particular num propósito, no presente momento e sem julgamentos, alimentando o estado vigilante, a claridade e a aceitação da realidade – a arte simples de viver conscientemente.

A simples arte da mente plena requer esforço e disciplina porque as forças que trabalham favoráveis à nossa habitual desatenção e automatismo, são extremamente tenazes – sobretudo porque nos defrontamos com áreas da nossa vida que não tínhamos contato ou não queríamos ver, significando encontrarmos emoções profundas como mágoa, tristeza, inveja, raiva, medo, das quais não tínhamos consciência ou não sabíamos expressar. Mas também, em contrapartida, a mente plena nos ajuda a apreciar e a expressar com maior inteireza, sentimentos como alegria, paz, felicidade, que muitas vezes passam desapercebidos, e que nos tornam mais comunicativos e generosos.

Virtualmente pensamos o tempo todo. O incessante fluxo de pensamentos flutuando em nossas mentes inibe o espaço para a quietude interior, tornando nossas ações guiadas pelos impulsos torrenciais jorrando em nossa mente. Nós podemos ser engolfados pela força desse caudal, submergindo nossas vidas no atoleiro da indeterminação. Mente plena significa aprender a navegar nessa corrente turbulenta – sentar à margem e escutar, usando essa energia para nos guiar e não nos tiranizar.

Esse processo não é mágico – custa muito trabalho, energia, e o esforço de cultivar a nossa habilidade de nos situarmos no momento presente.

Norberto José Teixeira

abril de 2003

Josana Camilo
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